model

Qual modelo usar?

Atualmente existe uma grande variedade de modelos 3D de próteses open design para qualquer um baixar na internet e imprimir, a grande maioria fornecida pela comunidade e-NABLE. Mas afinal, qual é o melhor modelo?

As próteses são classificadas de acordo com os níveis de amputação do braço, que podem ser observados na Figura 1 (CARVALHO, 2004). 
Imagem
Figura 1 – Níveis de amputação (KOTTKE; LEHMANN, 1994)
O procedimento de amputação deve conservar ao máximo os tecidos e as partes ósseas do membro, com o objetivo de auxiliar o processo de fixação da prótese que será utilizada no coto, bem como manter o máximo possível de movimentos no mesmo. Quanto mais proximal for a extremidade do coto, mais complicado será o processo de protetização. Nos casos de desarticulação do ombro, a protetização se torna muito complexa, pois não há pontos de apoio para adaptação e fixação do encaixe da prótese (BLOHMKE, 1994). 
Atualmente, existem três tipos de prótese de membro superior no mercado: estética, mecânica e mioelétrica.

A prótese estética como o próprio nome diz, só tem função de se parecer com uma mão real e não permite a realização de movimentos. A prótese mecânica é movimentada por outra parte do corpo com tirantes permitindo apenas a realização de movimentos limitados. Enquanto as próteses mioelétricas são dispositivos médicos complexos acionados a partir da captação de estímulos nervosos, dos músculos do braço do paciente, que são transmitidos para motores elétricos posicionados na prótese para movimentar os dedos. (CUNHA, 2002).

PRÓTESE MECÂNICA ACIONADA PELO PUNHO

A comunidade e-NABLE disponibiliza vários modelos 3D de próteses open design para serem impressos.

A maioria dos modelos criados pela comunidade requerem que o amputado possua um punho funcional que dobre ao menos 30 graus em qualquer direção, bem como a permanência de pelo menos meia palma conservada devido a uma amputação, afim de que o dispositivo possa funcional adequadamente.

amp1Para amputados que possuem um punho funcional, com palma da mão total ou parcial, a comunidade e-NABLE criou alguns projetos acionados através da flexão do punho, que gera uma força capaz de abrir e fechar dos dedos da prótese. Portanto para que esses projetos funcionem, o usuário precisa ter um punho funcional que possa dobrar facilmente e de palmas suficiente para empurrar uma força contra a porção de palma do projeto, criando uma alavanca.

Projetos atuais de próteses open designs acionadas pelo punho:

PRÓTESE MECÂNICA ACIONADA PELO COTOVELO

No caso de amputados que não possuem um punho funcional ou a palma da mão, a comunidade e-Nable criou alguns modelos acionados através da flexão do cotovelo.

Para que estes projetos funcionem corretamente, o usuário deve ter um cotovelo funcional que dobre com facilidade e que mantenha maior parte do antebraço conservada pela amputação.

amp2Projetos atuais de próteses open designs acionadas pelo cotovelo:

 

PRÓTESE MIOELÉTRICA

Em caso de amputações acima do cotovelo, demanda-se um acionamento mecânico que pode gerar lesões no corpo a longo prazo.

Uma solução para este problema encontra-se no uso de próteses mioelétricas. Este tipo de dispositivo é alimentado por baterias, a configuração necessária de motores e controladores faz com que a prótese fique pesada e tenha um alto custo que pode chegar a 100 mil reais (CUNHA, 2002).  

amp3Atualmente a comunidade e-NABLE não possui um projeto que dê suporte a este tipo de amputação.

Existem algumas opções open design, mas são de outros grupos que oferecem modelos 3d de próteses open-source para impressão.

Estas opções são:

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 

BUTKUS, J. et al. Occupational Therapy with the Military Upper Extremity Amputee: Advances and Research Implications. Current Physical Medicine and Rehabilitation Reports, v. 2, n. 4, p. 255–262, 1 dez. 2014.

BLOHMKE, F. Compêndio Otto Bock: Próteses para o Membro Superior. Berlim: Schiele und Schön, 1994.

CARVALHO, GUSTAVO LONGHI DE. Proposta de um método de projeto de próteses de membros superiores com a utilização da engenharia e análise do valor. 2004. 166 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Engenharia Mecânica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.

CUNHA FL. Mão de São Carlos, uma prótese multifuncional para membros superiores: Um estudo de mecanismos, atuadores e sensores. 2002. V. Tese (Doutorado) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo.

E-NABLE. Enabling the Future. “Which Design”. Disponível em: < http://enablingthefuture.org >. Acesso em: 10 fev. 2016.

ESQUENAZI, A. Amputation rehabilitation and prosthetic restoration. From surgery to community reintegration. Disability and Rehabilitation, v. 26, n. 14-15, p. 831–836, 2004.

ISHENGOMA, F.; MTAHO, A. 3D Printing: Developing Countries Perspectives. International Journal of Computer Applications, v. 104, n. 11, p. 30–34, 18 out. 2014.

KOTTKE, F. J; LEHMANN, J. F. Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen, v.2 4.ed. São Paulo: Manole, 199.

RESNIK, L. et al. Advanced Upper Limb Prosthetic Devices: Implications for Upper Limb Prosthetic Rehabilitation. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, v. 93, n. 4, p. 710–717, abr. 2012.

2 comentários sobre “Qual modelo usar?

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s